O Divino em Palmas - Jalapão - TO

    

        Trazidos para o Brasil no século XVI pelos portugueses, os festejos do Divino Espírito Santo acontecem em várias partes do País, em períodos diferentes, com muita fé e devoção.No final de março e durante todo o mês de abril os foliões de Monte do Carmo e Natividade fazem o giro com as folias, como são chamadas as visitas realizadas nas residências e municípios da vizinhança. Durante o giro que antecede a festa do Divino, os foliões realizam cantorias e danças folclóricas. No ano de 2002, a exemplo do ano anterior, as folias de Monte do Carmo e Natividade estiveram em Palmas a convite de algumas instituições e moradores da Capital.A folia do Divino Espírito Santo de Monte do Carmo, montada a cavalo, chegou em Palmas no dia 12 de abril de 2002 com as figuras do rei e da rainha da festa de Nossa Senhora do Rosário.

 

     Na prefeitura de Palmas, a folia foi recebida pela prefeita da Capital, Nilmar Gavino Ruiz, a presidente da Fundação Cultural do Estado, Kátia Rocha, e no Palácio Araguaia pelo Governador do Estado, Siqueira Campos. Na ocasião os foliões apresentaram o canto da entrada, canto da família, canto da esmola, a dança da roda, a dança da sússia e a dança da esmola. Nos dois lugares, como manda a tradição, foi servida à folia um café com bolo e depois foi oferecida a esmola. O Governador Siqueira Campos presenteou ainda cada folião com um kit contendo uma camiseta e agenda do Estado. No dia 16 de abril, foi a vez da Folia do Divino Espírito Santo da cidade de Natividade chegar para fazer o giro na capital. Acompanhando ainda a folia, estava o imperador do Divino, Delfino Pereira Barbosa. Durante três dias de intensa programação, a folia visitou igrejas, residências de devotos e instituições estaduais, municipais e privadas como o Palácio Araguaia, a Prefeitura Municipal de Palmas, o Palacinho – Museu Histórico do Tocantins, Fundação Cultural, Secretaria da Educação, Câmara Municipal, Assembléia Legislativa, Tribunal de Contas do Estado e Organização Jaime Câmara. Em todas as oportunidades, os foliões rezaram, cantaram e dançaram em louvor ao Divino Espírito Santo, e homenagearam os seus anfitriões em agradecimento às esmolas recebidas.

 

Fonte: Almanaque Cultural do Tocantins, ano 2002, nº 29, abril/2002.

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