AMARANTINA - MG


Área: 287 km2
Temperatura Média Anual: 19o C
Distância da Capital: 264 Km
Rodovias que servem ao Município:
BR 040, BR 135 e BR 259
População: urbana 2.259 hab. - rural 2.443 hab.
Atividades Econômicas: agricultura de subsistência e garimpo

Breve História

Datas é uma cidade de origem ligada à mineração. A cidade, incrustada na serra do Espinhaço, tem um patrimônio religioso importante. A Igreja Matriz do Divino Espírito Santo construída em meados do século XIX, é considerada uma obra-prima sacral. 

A cidade leva o nome de uma designação usada pela Fazenda Real ao tempo da colonização. A data era uma concessão da Coroa portuguesa para a exploração de ouro e pedras preciosas. A sua extensão expressa em área que representava uma superfície de 30x30 braças, correspondendo cada braça a 1,10 m. Só eram concedidas a quem tivesse pelo menos doze escravos de trabalho para as lavras. 

De acordo com o Regimento das Minas, de 19 de abril de 1702, aquele que descobrisse ouro deveria imediatamente manifesta-lo, isto é, fazer comunicação ao Superintendente. Feito o manifesto, um guarda-mor providenciava a distribuição das datas. Mesmo não havendo manifesto, de acordo com o professor Almeida Barbosa o guarda-mor recebia ordens para seguir até o local do novo achado e providenciar a distribuição das datas. A primeira cabia ao descobridor da mineração o qual tinha direito de escolher o local. A segunda era destinada à Fazenda Real, sendo posteriormente vendida em praça pública a quem mais pagasse. A terceira era dada ao mesmo descobridor como mineiro e tinha ele o direito ainda de escolher a sua data, forma de incentivar novos descobertos. As demais datas eram distribuídas entre os pretendentes, de acordo com o número de escravos de cada um. Havendo maior número de candidatos do que datas disponíveis, o Regimento determinava um sorteio.

Ao longo dos anos a Fazenda Real foi alterando as normas de distribuição, conforme informa o pesquisador Afonso dos Santos. Uma delas, a concessão de uma data aos guardas-mor, causou graves irregularidades como a cobrança por data distribuída em até duas oitavas de ouro para si. Por outro lado, a nomeação de guardas-mor virou indústria: cobrava-se até sessenta oitavos de ouro por um cargo. A desordem foi grande. Um alvará de 1736 determinava que o ocultamento de algum descoberto de ouro fosse pago com degredo. Uma autoridade régia, o Desembargador Provedor da Fazenda Real, Francisco Gregório Pires Bandeira, num parecer oficial com o nome de "Discurso sobre as causas que impedem a prosperidade da Colônia de Minas", explica sobre o descaminho das normas: "... e ouse depois alguém admirar-se que aquela Colônia esteja cheia de contrabando e que cada dia cresça este comércio ilícito", uma alusão ao excesso de regras reais e o contrabando de ouro.


BIBLIOGRAFIA


BARBOSA, Waldemar de Almeida. 
Dicionário Histórico e Geográfico de Minas Gerais.
Belo Horizonte: Itatiaia, 1995.



MATOS, Raimundo José da Cunha.
Corografia Histórica da Província de Minas Gerais (1837).
Belo Horizonte: Itatiaia, 1981, 2 v.

SANTOS, Afonso. Natureza jurídica dos quintos do ouro. 
Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, vol. 25, 1a. parte.

Igreja Matriz do Divino Espírito Santo

 


nave


altar mór


detalhe do púlpito


pintura no teto


detalhe do altar mór


detalhe da talha


 altar


 porta principal


 

 

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