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O
Sistema das Domingas aplica-se a todo o Concelho da
Ribeira Grande, exceto ao caso da
freguesia de Rabo de Peixe.
Aqui podemos falar de um Ciclo do Espírito Santo bastante
sui generis.
Tal Ciclo
estende-se da dia de Páscoa até ao dia de São Pedro.
As
festividades em honra do Divino Espírito Santo são três:
Bandeiras, Coroas e Despensas.
As Bandeiras,
em número de duas, a da Beneficência e a da Caridade,
gigantescas organizações, apresentam como únicas insígnias
do Divino bandeiras.
Têm os seus
momentos fortes no dia do abate dos gueixos [Sexta-feira],
no dia da distribuição das pensões aos irmãos [Sábado] e no
dia da Festa realizada na igreja paroquial [Domingo],
coincidindo tais momentos, para a Beneficência, com o
Pentecostes e, para a Caridade, com a Santíssima Trindade.
As Coroas, em
número de seis, festividades médias, com insígnias
semelhantes aos Impérios do Sistema das Domingas
[bandeira, coroas, ceptros], estendem-se ao longo do Ciclo.
A sua
função passa pela coroação, armação de impérios, com
forte sentido de dádiva, mas sem contra-dádiva.
Há um
calendário muito próprio entre a coroação e a armação do
império.
Por fim, as
Despensas, festividades, muitas vezes, confundidas
unicamente com os ‘balhos dos pescadores’, coincidem na sua
função, nitidamente com forte espírito de partilha que
do Divino Espírito emana. Há abate de gueixo com repartição
juntos dos elementos da Despensa e refeições comunitárias.
No Pentecostes realizam-se as dos ‘homens do mar’, na
Santíssima Trindade as dos ‘homens da terra’.
Curiosamente,
as festividades fecham, no dia 29 de Junho,
com umas peculiares Cavalhadas de São Pedro. |