A Festa do Divino no Estado do Paraná - Sul do Brasil

FESTA DO DIVINO 2013

 

Programação Festa do Divino 2013

Festa do Divino 2013

de 12 a 21 de julho de 2013

Festeiros-mor: Aldo e Ivonete

 

Em breve programação aqui

 

 

Festa do Divino 2008

FESTA DO DIVINO - em 2013 comemoramos 103 anos
Tradicional festa religiosa de Guaratuba, realizada na segunda quinzena de julho. O evento reúne milhares de fiéis, e é previamente anunciada pelas Bandeiras do Divino Espírito Santo (vermelha), e da Santíssima Trindade (branca), que saem pelo interior do Município, sempre no dia 03 de maio, dia de Santa Cruz, visitando todos os sítios e povoados, acompanhados por quatro foliões com seus respectivos instrumentos: viola, tambor e rabeca. Nos últimos dez dias que antecedem a grande festa, os foliões percorrem toda a área urbana da cidade também recebendo donativos.
No dia determinado os foliões são convocados para conduzir as bandeiras ao altar da Igreja Matriz, acompanhados pelo casal Festeiro Mor, que neste ano de 2010 é Enéas Marcondes e Vânia. As bandeiras permanecem no altar até o final da Festa do Divino, encerrando-se shows de artistas de renome, espetacular show pirotécnico e grande procissão com a missa final que anuncia o casal festeiro do ano seguinte.

História
A Festa do Divino Espírito Santo é uma das festas mais recorrentes em todos os calendários turísticos e sobre festas que pude encontrar. Sua realização, contudo, parece adquirir maior relevância em regiões de colonização mais recente, como é o caso do Centro-Oeste brasileiro.
Pouco se sabe sobre sua origem como evento no Brasil a não ser que ela veio com os portugueses no período colonial, quando era efusivamente comemorada. Segundo vários autores ela foi sofrendo transformações paulatinas, “decaindo” na preferência popular por alguns anos, devido, talvez, ao empobrecimento das regiões onde se solidificaram como forma de culto ao Espírito Santo, pois elas parecem ter tido início, no Brasil, nas áreas de mineração do ouro, como Minas Gerais e Goiás.
A respeito dos primeiros tempos da Festa do Divino no Brasil e as formas pelas quais teria sido levada à região central, existem poucas e imprecisas informações, tanto nos vários autores que dela trataram como também segundo alguns moradores da região. Acredita-se que o costume veio de Portugal, trazido pelos missionários jesuítas e primeiros colonos.
Fonte: www.portaldeguaratuba.com.br

 

 

Curitiba - PR

Santuário realiza tradicional visita com a Bandeira do Divino

Famílias festeiras preparam ambiente acolhedor para receber a bênção em suas residências
 Extraído da Redação Bem Paraná ( O Portal Paranaense )
 
(foto: Divulgação)
Cerca de 80 famílias de fiéis pertencentes ao Santuário Nossa Senhora do Carmo, no bairro Boqueirão, estão preparando suas casas para receber a visita da Bandeira do Divino que inicia neste sábado (02), às 18h.

A festa religiosa que se mistura com manifestações folclóricas é semelhante a Folia de Reis, mas ao contrário desta, onde anuncia-se o nascimento de Jesus, a Festa do Divino anuncia a descida do Espírito Santo. A programação inclui mais três visitas nos dias 09, 16 e 23 de maio, além de outras atividades que são realizadas no Santuário.

“Me sinto muito honrada em receber esta visita do Divino Espírito Santo em meu lar. É a terceira vez que participo e a cada ano é mais bonita a união das pessoas,” diz Vanda Pioli, uma das devotas cadastradas para acolher os festeiros. Quem recebe as visitas são as pessoas que deixam seus nomes cadastrados antecipadamente. Mas, quem quiser também pode deixar seus pedidos e fazer o nó nas fitas da Bandeira que ficará durante todo o mês de maio, no império do Divino Espírito Santo, na capela do Santuário.

A equipe que visita as casas é formada por 15 cantores, 20 meninas que fazem coreografias, 1 alferes da bandeira e 1 imperador, além das outros 30 integrantes que seguem em procissão, vestidos com roupas coloridas. Este ano serão visitados devotos que residem próximo ao Santuário e em outros bairros como Xaxim e Alto Boqueirão. Além das famílias que se cadastram, também vizinhos e outros convidados participam. “Todos os anos convido várias pessoas para virem à minha casa. O objetivo é faze-las conhecer melhor a tradição e assim atraí-las para Igreja,” afirma Vanda.

Tradição – Realizada no Santuário Nossa Senhora do Carmo desde 2004, a “Folia do Divino” traz manifestações folclóricas envolvendo danças, músicas e muito colorido. A Bandeira é levada às residências para que cada família faça seu pedido, ao fazer nó nas fitas e benzer suas casas.

.De acordo com Geovane Rodrigues, coordenadora do evento, “a família é um dos símbolos da festa que teve origem com a primeira família que homenageou o Divino depois que a Princesa Isabel trouxe esta devoção ao Brasil”. Na visita ao festeiro reza-se a coroa do Divino Espírito Santo, para que todos sejam abençoados com os seus 7 dons: Sabedoria, Ciência, Fortaleza, Temor de Deus, Conselho, Piedade e Entendimento.

O Santuário Nossa Senhora do Carmo fica na Av. Marechal Floriano Peixoto, 8520 – Boqueirão

Programação:

Dias 02, 09, 16 e 23 de maio - visita da bandeira, à partir das 18h

Dia 30 de maio - Anúncio dos novos imperadores, Alferes da Santa Bandeira, hasteamento da bandeira da Festa, às 19h, seguido de jantar dançante

Dia 31 de maio – Missa solene, às 10h30 e coroação do novo imperador da Festa do Divino
 
De casa em casa

Santuário faz neste sábado últimas visitas com a Bandeira do Divino

Manifestação religiosa se assemelha à Folia de Reis
  |  Da Redação Bem Paraná
 
Fiéis beijam a Bandeira do Divino, que passa de casa em casa no Boqueirão (foto: Divulgação)

História da Festa do Divino em Guaratuba - PR



           Consta na história de Guaratuba, que a Imagem do Divino Espírito Santo foi oferecida a Guaratuba, pôr Força Divina, que a deixou para que um devoto a encontrasse. Depois de banhada na Fonte do Itororó, foi a mesma Imagem recolhida à Igreja Matriz Nossa Senhora do Bom Sucesso, dando conseqüentemente àquela Fonte, o valor miraculoso das curas que os devotos até hoje cultuam.

 

          É o Divino Espírito Santo festejado no município, todos os anos, na segunda quinzena do mês de julho. A festa, que reúne milhares de fiéis, é previamente anunciada pelas Bandeiras - branca e vermelha. A Bandeira branca representando a Santíssima Trindade e a vermelha o Divino Espírito Santo, que saem dois meses antes da realização da festa, pelo interior do município, visitando todos os sítios e povoados distantes acompanhadas de quatro foliões, recebendo donativos.

          O grupo de foliões é composto de mestre, contra, rabequista e tríple. Cada qual com instrumento respectivo: viola, tambor e rebeca.

           Começam as Bandeiras a sua peregrinação, pelos sítios, em data que fixou-se, no dia 3 de maio de cada ano, dia de Santa Cruz. A aproximação das Bandeiras é anunciada pelo toque simbólico do tambor e cantoria dos foliões. A dona da casa, ao chegar a Bandeira, vai ao seu encontro, recebendo-a do seu condutor levando-a para o interior da residência. Neste momento, é cantando o verso iniciado pelo mestre e que é acompanhado pelo contra e o tríple:

 

 

 “O Divino Espírito Santo
Em vossa casa chegou
Veio vos pedir uma oferta
Que o festeiro mandou’’

 

          Após receberam o donativo, retiram-se cantando a mesma música, para outras casas vizinhas. Recolhidas as Bandeiras das viagens pelo interior do município, onde muitas vezes atravessam as fronteiras, novos preparativos acontecem.

          Nos dias que antecedem a festa, os foliões percorrem toda a área urbana da cidade, também recebendo donativos. Grande número de fiéis fazem procissão atrás das Bandeiras, durante à noite, conduzindo velas acesas e entoando músicas em louvor ao Divino Espírito Santo e Santíssima Trindade. Terminadas as visitas, preparam-se os foliões para os dias da grandiosa festa. No dia determinado, os foliões são convocados para conduzir as Bandeiras ao altar da Igreja Matriz Nossa Senhora do Bom Sucesso, acompanhados pelo casal Festeiro Mor.

          As Bandeiras permanecem no altar até o final da festa.

 

A LENDA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO


Conta a História que, quando o vento está forte e o mar bravio e tenebroso, alguns pescadores ouvem ainda, pelas ilhas e rochedos de Guaratuba, os gemidos tristes e desesperados da alma dos companheiros que o mar tragou.
Diz a lenda que um velho pescador, enrijecido em lutas e perigos, viu-se alta madrugada, sem rumo, envolto em trevas pela queda brusca de forte cerração marítima.
Remava sem conta, na esperança de voltar à sua habitação, não muito longe da costa. A terra entretanto parecia fugir, à medida que avançava em distância para o alto mar. No seu desespero rogou ao Divino Espírito Santo que o guiasse para terra firme. Surpreso, distinguiu logo, brilhando ao longe, um sinal luminoso, ainda apagado pela cerração, entre a bruma cerrada.
Cansado, tratou prontamente de seguir na direção da LUZ, certo de que o Divino atendera a sua súplica. Calculava que fosse a sua segunda noite de agonia, perdido naquele mar imenso. Unindo toda força de seu corpo, continuava remando sem atingir terra e abrigo.
Com o alvorecer, mais brilhante do que uma estrela de ouro, se fez aquela "Luz Salvadora". Pôde distinguir, então, alguns rochedos ou a serrania da costa bem próxima. A luz ali perto ainda estava a brilhar no fundo das águas. Mais algumas remadas e sua embarcação roçava em baixios de areia.

 

FESTA DO DIVINO


Tradicional festa religiosa de Guaratuba, realizada na segunda quinzena de julho. O evento reúne milhares de fiéis, é previamente anunciada pelas Bandeiras do Divino Espírito Santo (vermelha), e da Santíssima Trindade (branca), que saem pelo interior do Município, sempre no dia 03 de maio, dia de Santa Cruz, visitando todos os sítios e povoados, acompanhados por quatro foliões com seus respectivos instrumentos: viola, tambor e rabeca. Nos últimos dez dias que antecedem a grande festa, os foliões percorrem toda a área urbana da cidade também recebendo donativos.
No dia determinado os foliões são convocados para conduzir as bandeiras ao altar da Igreja Matriz, acompanhados pelo casal Festeiro Mor. As bandeiras permanecem no altar até o final da Festa do Divino, encerrando-se shows de artistas de renome, espetacular show pirotécnico e grande procissão com a missa final que anuncia o casal festeiro do ano seguinte.

História
A Festa do Divino Espírito Santo é uma das festas mais recorrentes em todos os calendários turísticos e sobre festas que pude encontrar. Sua realização, contudo, parece adquirir maior relevância em regiões de colonização mais recente, como é o caso do Centro-Oeste brasileiro, onde outras ela é a mais constante nos calendários das cidades.
Pouco se sabe sobre sua origem como evento no Brasil a não ser que ela veio com os portugueses no período colonial,quando era efusivamente comemorada. Segundo vários autores ela foi sofrendo transformações paulatinas, “decaindo” na preferência popular por alguns anos, devido, talvez, ao empobrecimento das regiões onde se solidificaram como forma de culto ao Espírito Santo, pois elas parecem ter tido início, no Brasil, nas áreas de mineração do ouro, como
Minas Gerais e Goiás.
A respeito dos primeiros tempos da Festa do Divino no Brasil e as formas elas quais teria sido levada à região central, existem poucas e imprecisas informações, tanto nos vários autores que dela trataram como também segundo alguns moradores desta região. Acredita-se que o costume veio de Portugal, trazido pelos missionários jesuítas e primeiros colonos. E dizem que a festa estava já difundida em todo país antes de chegar à região central.

Lenda do Divino Espírito Santo


Conta uma lenda, que um velho pescador, enrijecido pela luta da vida e dos perigos do mar, vi-se, já de madrugada, envolto na escuridão sob forte Neblina em pleno alto mar.
Remava na esperança de voltar para casa, não muito longe da costa, assim imaginava. A terra entretanto, parecia fugir a medida em ele avançava para o mar alto. No seu desespero, rogou ao Divino Espírito Santo que o guiasse para a terra firme. Surpreso, viu ao longe um sinal luminoso na escuridão, abrandado pela neblina.
Exausto, tratou de seguir logo em direção daquela luz, certo de que seu pedido foi atendido pelo Espírito Santo.
Sem noção do tempo, o pescador calculava que aquela noite era a segunda noite de agonia naquele imenso oceano.
Juntou todas as forças que ainda lhe restavam, continuou a remar, mas não conseguia chegar em terra firme.
Veio a alvorada, brilhante como uma estrela, uma luz salvadora iluminando seu caminho. Pode assim, distinguir os rochedos e os contornos da serra do continente, já bem próximo. A luz que o avia guiado, ainda brilhava bem próximo, no fundo das águas . Umas remadas a mais e sua embarcação raspava os baixios, tocando na areia.
Quando criança, o velho pescador ouvira contar, que aquele era um sinal predestinado (de Deus), mostrando riquezas no fundo do mar. Ele salto do barco, bastante cansado, buscando este segredo admirável. Porém, aquele brilho, desapareceu de repente. Procurou por toda a parte e nada de encontrar. Mas com a despontar dos raios do sol, ele pode notar, um pouco mais adiante, um objeto que tinha uma forma retangular. Era uma caixa simples meio avermelhada. Será que esse era o seu tão desejado tesouro?
Seu coração disparou, segurava o precioso achado em sua tremulas mãos, calejadas pelo longo tempo de árduo trabalho. Mas aquela caixa era muito leve, não podia conter algo valioso, desiludindo um pouco o velho pescador.
Forçando a fechadura, bastante enferrujada, abriu a caixa e teve uma enorme surpresa: dentro da caixa havia uma Pomba Dourada – símbolo do Divino Espírito Santo, coberta pelo lodo. Naquele momento o pescador compreendeu os mistérios de DEUS recordando-se do seu voto de fé e da prece que fizera horas antes. Uma paz adentrou em seu espírito, olhou a sua volta e percebeu naquele instante, que haviam se passado vários dias (oito). Estava próximo a Vila de Guaratuba, longe, muitas milhas do seu velho rancho.
O milagre se fez! Os murmúrios, que se ouviam no mar, dos companheiros que morreram trabalhando no mar, na seriam mais ouvidos. Agora suas almas teriam finalmente a paz que sempre esperavam. Tomou o ruma da Vila, onde a noticia do miraculoso achado percorreu rapidamente entre o povo da comunidade.
- Era preciso lavar a imagem em água pura, - diziam eles.
Então ela foi levada a uma fonte de águas cristalinas que brotavam do sopé de uma montanha (Morro do Pinto), a beira de um caminho que levava as praias.
A imagem do Divino foi lavada, deixando nas águas suas ricas virtudes, para o alívio das dores e enfermidades, era o 9º dia. Mais tarde, a Caixa com a imagem, foram levadas para o altar da Igreja Matriz, permanecendo ali por vários anos, até o seu misterioso desaparecimento.

 

História da Festa do Divino



           Consta na história de Guaratuba, que a Imagem do Divino Espírito Santo foi oferecida a Guaratuba, pôr Força Divina, que a deixou para que um devoto a encontrasse. Depois de banhada na Fonte do Itororó, foi a mesma Imagem recolhida à Igreja Matriz Nossa Senhora do Bom Sucesso, dando conseqüentemente àquela Fonte, o valor miraculoso das curas que os devotos até hoje cultuam.

 

          É o Divino Espírito Santo festejado no município, todos os anos, na segunda quinzena do mês de julho. A festa, que reúne milhares de fiéis, é previamente anunciada pelas Bandeiras - branca e vermelha. A Bandeira branca representando a Santíssima Trindade e a vermelha o Divino Espírito Santo, que saem dois meses antes da realização da festa, pelo interior do município, visitando todos os sítios e povoados distantes acompanhadas de quatro foliões, recebendo donativos.

          O grupo de foliões é composto de mestre, contra, rabequista e tríple. Cada qual com instrumento respectivo: viola, tambor e rebeca.

           Começam as Bandeiras a sua peregrinação, pelos sítios, em data que fixou-se, no dia 3 de maio de cada ano, dia de Santa Cruz. A aproximação das Bandeiras é anunciada pelo toque simbólico do tambor e cantoria dos foliões. A dona da casa, ao chegar a Bandeira, vai ao seu encontro, recebendo-a do seu condutor levando-a para o interior da residência. Neste momento, é cantando o verso iniciado pelo mestre e que é acompanhado pelo contra e o tríple:

 

 

 “O Divino Espírito Santo
Em vossa casa chegou
Veio vos pedir uma oferta
Que o festeiro mandou’’

 

          Após receberam o donativo, retiram-se cantando a mesma música, para outras casas vizinhas. Recolhidas as Bandeiras das viagens pelo interior do município, onde muitas vezes atravessam as fronteiras, novos preparativos acontecem.

          Nos dias que antecedem a festa, os foliões percorrem toda a área urbana da cidade, também recebendo donativos. Grande número de fiéis fazem procissão atrás das Bandeiras, durante à noite, conduzindo velas acesas e entoando músicas em louvor ao Divino Espírito Santo e Santíssima Trindade. Terminadas as visitas, preparam-se os foliões para os dias da grandiosa festa. No dia determinado, os foliões são convocados para conduzir as Bandeiras ao altar da Igreja Matriz Nossa Senhora do Bom Sucesso, acompanhados pelo casal Festeiro Mor.

          As Bandeiras permanecem no altar até o final da festa.

 

A LENDA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO


Conta a História que, quando o vento está forte e o mar bravio e tenebroso, alguns pescadores ouvem ainda, pelas ilhas e rochedos de Guaratuba, os gemidos tristes e desesperados da alma dos companheiros que o mar tragou.
Diz a lenda que um velho pescador, enrijecido em lutas e perigos, viu-se alta madrugada, sem rumo, envolto em trevas pela queda brusca de forte cerração marítima.
Remava sem conta, na esperança de voltar à sua habitação, não muito longe da costa. A terra entretanto parecia fugir, à medida que avançava em distância para o alto mar. No seu desespero rogou ao Divino Espírito Santo que o guiasse para terra firme. Surpreso, distinguiu logo, brilhando ao longe, um sinal luminoso, ainda apagado pela cerração, entre a bruma cerrada.
Cansado, tratou prontamente de seguir na direção da LUZ, certo de que o Divino atendera a sua súplica. Calculava que fosse a sua segunda noite de agonia, perdido naquele mar imenso. Unindo toda força de seu corpo, continuava remando sem atingir terra e abrigo.
Com o alvorecer, mais brilhante do que uma estrela de ouro, se fez aquela "Luz Salvadora". Pôde distinguir, então, alguns rochedos ou a serrania da costa bem próxima. A luz ali perto ainda estava a brilhar no fundo das águas. Mais algumas remadas e sua embarcação roçava em baixios de areia.

 

FESTA DO DIVINO


Tradicional festa religiosa de Guaratuba, realizada na segunda quinzena de julho. O evento reúne milhares de fiéis, é previamente anunciada pelas Bandeiras do Divino Espírito Santo (vermelha), e da Santíssima Trindade (branca), que saem pelo interior do Município, sempre no dia 03 de maio, dia de Santa Cruz, visitando todos os sítios e povoados, acompanhados por quatro foliões com seus respectivos instrumentos: viola, tambor e rabeca. Nos últimos dez dias que antecedem a grande festa, os foliões percorrem toda a área urbana da cidade também recebendo donativos.
No dia determinado os foliões são convocados para conduzir as bandeiras ao altar da Igreja Matriz, acompanhados pelo casal Festeiro Mor. As bandeiras permanecem no altar até o final da Festa do Divino, encerrando-se shows de artistas de renome, espetacular show pirotécnico e grande procissão com a missa final que anuncia o casal festeiro do ano seguinte.

História
A Festa do Divino Espírito Santo é uma das festas mais recorrentes em todos os calendários turísticos e sobre festas que pude encontrar. Sua realização, contudo, parece adquirir maior relevância em regiões de colonização mais recente, como é o caso do Centro-Oeste brasileiro, onde outras ela é a mais constante nos calendários das cidades.
Pouco se sabe sobre sua origem como evento no Brasil a não ser que ela veio com os portugueses no período colonial,quando era efusivamente comemorada. Segundo vários autores ela foi sofrendo transformações paulatinas, “decaindo” na preferência popular por alguns anos, devido, talvez, ao empobrecimento das regiões onde se solidificaram como forma de culto ao Espírito Santo, pois elas parecem ter tido início, no Brasil, nas áreas de mineração do ouro, como
Minas Gerais e Goiás.
A respeito dos primeiros tempos da Festa do Divino no Brasil e as formas elas quais teria sido levada à região central, existem poucas e imprecisas informações, tanto nos vários autores que dela trataram como também segundo alguns moradores desta região. Acredita-se que o costume veio de Portugal, trazido pelos missionários jesuítas e primeiros colonos. E dizem que a festa estava já difundida em todo país antes de chegar à região central.

Lenda do Divino Espírito Santo


Conta uma lenda, que um velho pescador, enrijecido pela luta da vida e dos perigos do mar, vi-se, já de madrugada, envolto na escuridão sob forte Neblina em pleno alto mar.
Remava na esperança de voltar para casa, não muito longe da costa, assim imaginava. A terra entretanto, parecia fugir a medida em ele avançava para o mar alto. No seu desespero, rogou ao Divino Espírito Santo que o guiasse para a terra firme. Surpreso, viu ao longe um sinal luminoso na escuridão, abrandado pela neblina.
Exausto, tratou de seguir logo em direção daquela luz, certo de que seu pedido foi atendido pelo Espírito Santo.
Sem noção do tempo, o pescador calculava que aquela noite era a segunda noite de agonia naquele imenso oceano.
Juntou todas as forças que ainda lhe restavam, continuou a remar, mas não conseguia chegar em terra firme.
Veio a alvorada, brilhante como uma estrela, uma luz salvadora iluminando seu caminho. Pode assim, distinguir os rochedos e os contornos da serra do continente, já bem próximo. A luz que o avia guiado, ainda brilhava bem próximo, no fundo das águas . Umas remadas a mais e sua embarcação raspava os baixios, tocando na areia.
Quando criança, o velho pescador ouvira contar, que aquele era um sinal predestinado (de Deus), mostrando riquezas no fundo do mar. Ele salto do barco, bastante cansado, buscando este segredo admirável. Porém, aquele brilho, desapareceu de repente. Procurou por toda a parte e nada de encontrar. Mas com a despontar dos raios do sol, ele pode notar, um pouco mais adiante, um objeto que tinha uma forma retangular. Era uma caixa simples meio avermelhada. Será que esse era o seu tão desejado tesouro?
Seu coração disparou, segurava o precioso achado em sua tremulas mãos, calejadas pelo longo tempo de árduo trabalho. Mas aquela caixa era muito leve, não podia conter algo valioso, desiludindo um pouco o velho pescador.
Forçando a fechadura, bastante enferrujada, abriu a caixa e teve uma enorme surpresa: dentro da caixa havia uma Pomba Dourada – símbolo do Divino Espírito Santo, coberta pelo lodo. Naquele momento o pescador compreendeu os mistérios de DEUS recordando-se do seu voto de fé e da prece que fizera horas antes. Uma paz adentrou em seu espírito, olhou a sua volta e percebeu naquele instante, que haviam se passado vários dias (oito). Estava próximo a Vila de Guaratuba, longe, muitas milhas do seu velho rancho.
O milagre se fez! Os murmúrios, que se ouviam no mar, dos companheiros que morreram trabalhando no mar, na seriam mais ouvidos. Agora suas almas teriam finalmente a paz que sempre esperavam. Tomou o ruma da Vila, onde a noticia do miraculoso achado percorreu rapidamente entre o povo da comunidade.
- Era preciso lavar a imagem em água pura, - diziam eles.
Então ela foi levada a uma fonte de águas cristalinas que brotavam do sopé de uma montanha (Morro do Pinto), a beira de um caminho que levava as praias.
A imagem do Divino foi lavada, deixando nas águas suas ricas virtudes, para o alívio das dores e enfermidades, era o 9º dia. Mais tarde, a Caixa com a imagem, foram levadas para o altar da Igreja Matriz, permanecendo ali por vários anos, até o seu misterioso desaparecimento.

 

 

FESTA DO DIVINO - Paraná
Em data móvel

A Festa do Divino é uma representação popular de um cortejo monárquico que inclui representantes do povo, coroados como Imperador e Imperatriz, sem esquecer, naturalmente, os demais componentes da corte, onde o Espírito Santo é louvado.
O Império do Divino foi instituído pelos padres franciscanos por volta de 1200, em Alenquer, Portugal; mais tarde chegou ao Açores, onde o Divino era cultuado para defender a região dos terremotos, maremotos e vulcões. A ele foram atribuídos vários milagres. A festa acabou sendo aceita pela igreja, como culto sacro-profano e de cultura popular. Foi, provavelmente, trazida ao Brasil no século XVIII pelos açorianos. No sul, mistura suas tradições com a cultura caiçara, enriquecendo o folclore local.
Já na ritualística da igreja católica é tida como uma homenagem que marca a presença do Espírito Santo junto aos apóstolos, 50 dias após a ressurreição de Jesus. É conhecida como a Festa de Pentecostes e acontece em data variável, conforme o ano litúrgico.
Festa do Divino, Ponta Grossa. Hirano Fotografias
 

Campina do Simão
Desde 1960 a cidade comemora o Divino Espírito Santo com procissão e reza, sempre no último domingo do mês de maio.
 

Campo do Tenente
Esta celebração é comemorada desde 1918. O senhor Marculino dos Santos, morador local, começou a reunir pessoas para rezar o rosário. Desta devoção foi fundada a Igreja do Divino Espírito Santo.
No dia da festa, a celebração começa com procissão caracterizada por santos padroeiros, cavalos e carroças. A festa reúne a população da região e ferroviários, que moram perto da antiga estação de trem, onde a igreja está situada.
O evento se realiza no primeiro domingo após o dia de Corpus Christi.

Goioxim
Esta festa vem sendo realizada no município desde 1920. Os moradores Salvador Garcia dos Santos e Maria Rodrigues dos Santos deram início a essa tradição. Hoje, ela continua sendo realizada pelos filhos e netos da família, na comunidade de São Pedro, na propriedade de Luiz e Maria da Luz Dias.

Jataizinho
É realizado o “Terço do Divino Espírito Santo”, no dia de Pentecostes, festividade centenária que acontece na zona rural “Café Forte”, desde o século XIX.
Esta celebração está ligada à história de uma família. Uma senhora chamada Maria Rita não podia ter filhos e seu esposo trouxe-lhe uma imagem da Pomba do Divino Espírito Santo, para qual ele fez uma promessa: que se a esposa engravidasse, ele todos os anos faria o Terço do Divino. Hoje a tradição continua no Dia de Pentecostes.
As pessoas se reúnem, fazem o Terço e depois servem doces de abóbora e mamão, entre outros, aos fiéis que ali estão.

Maringá
A Festa do Divino se realiza de quarta-feira a domingo, quando ocorrem missas e atos litúrgicos referentes a Pentecostes.
 

Morretes
As Folias do Divino tiveram início em 1765, em Morretes, quando a “Irmandade do Glorioso São Benedito dos Homens Pretos do Povoado do Menino Deus dos Três Morretes” fazia uma procissão luminosa sobre o histórico Rio Cubatão, hoje Nhundiaquara.
Em 1863, adquiriu características que ainda permanecem entre nós. Com um mês de antecedência, os foliões saem às ruas da cidade e pelos sítios, com as Bandeiras do Espírito Santo e da Santíssima Trindade, com violeiros e batedores, que chegam às casas, cantando versos de cumprimentos às famílias.
Estas os recebem em seus lares, fazem orações e enquanto aguardam a oferta da prenda, que será posta na Bandeira do Divino, são servidos ao cortejo sucos e lanches. Ao saírem, abençoam a família prometendo voltar no ano seguinte.
São realizadas nove novenas, com quermesses e, no dia da festa, missa solene, culminando com a procissão em louvor ao Divino Espírito Santo.

Paranaguá
Neste município, a tradição havia sido abandonada por volta da década de 1950, mas, em 1997, a comunidade da Ilha dos Valadares iniciou um trabalho de resgate, que reincluiu a Festa do Divino no calendário de eventos da cidade.
Em sua representação, a romana, composta de cantores, tocadores e membros da comunidade, visita as casas com Bandeiras do Divino, cantando, rezando, levando as bênçãos do Divino e arrecadando dinheiro para a festa, realizada cinqüenta dias após a Páscoa.

Ponta Grossa
A Casa do Divino foi fundada em Ponta Grossa em 1882, pela família de Maria Xavier.
Conta-se que ela sofria de problemas mentais que a levaram à amnésia. Em meados de junho de 1882 ela desapareceu. A lenda diz que, às margens de um córrego, no interior de uma fazenda (Carambeí), perdida, encontrou o símbolo do Divino Espírito Santo. Naquele momento recuperou a memória, recordando seu nome. Ao retornar para casa, a família ergueu na sala principal um altar para adoração do Divino. Maria Xavier nunca mais teve problemas de saúde. O milagre espalhou-se, tendo início as peregrinações à sala, que Lídia Xavier Hoffmann chamou de “Santuário da Graça”.
A festa inicialmente foi comemorada de 1882 a 1910. Desde 2003, a população da cidade voltou a celebrar o Divino. As festividades têm início quando os “festeiros do Divino” percorrem as casas com bandeiras e o estandarte do Divino, convidando a comunidade para participar do evento. São realizadas novenas, apresentações de bandas com músicas religiosas, procissão das bandeiras, Missa de Pentecostes e outras atividades.

Tibagi
Realiza-se a festa do Divino há muitos anos no município e região. Como nas demais regiões do Paraná, a festa tem grande repercussão social.
 

Festa do Divino em Ponta Grossa - Paraná

Esta casa abriga a imagem do Divino Espírito Santo encontrada por "Nhá" Maria às margens de um rio.

Desde 1882, a casa é visitada pelo povo, tornando-se um dos mais importantes patrimônios histórico-religioso da cidade de Ponta Grossa - PR.

A casa do Divino está localizada à rua Santos Dumont - 524 - duas quadras abaixo da catedral.

E-mail: casadodivino@hotmail.com

 

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Casa do Divino

 

          Em Ponta Grossa, no século XIX, era comum a existência de pequenos oratórios, altares e capelas nas casas das famílias, destinados à devoção de um santo. Uma delas era a devoção ao Divino Espírito Santo, parte do conjunto de manifestações religiosas populares e presente no Brasil desde o século XVI. Em 1882 Maria Júlia Xavier, que ficaria conhecida como "Nhá Maria do Divino", encontrou uma litografia com a imagem do Espírito santo nas proximidades da Fazenda Carambeí, no caminho para a cidade de Castro (Pr.). Contava-se que "Nhá Maria" sofria das faculdades mentais e teria ficado curada após encontrar a referida imagem. A notícia da cura logo se espalhou e a imagem foi trazida para a casa da rua santos Dumont, onde até hoje se encontra. Maria Júlia pretendia construir uma capela, mas os contos de réis que guardava para a obra foram roubados. Ao falecer, a casa da rua Santos Dumont foi herdada por seu sobrinho Luiz Joaquim Ribeiro, casado com Zeferina Ribeiro. Esta passou a tomar conta da imagem e, em 1917, abriu a capela para visitação pública. Com a morte de Luiz Joaquim Ribeiro, Zeferina esposa Roldão Chaves. Uma das filhas desse casamento, Edi Chaves, deu continuidade ao trabalho de sua mãe, a partir de 1957. Com o passar do tempo, a sala do Divino foi recebendo doações de quadros, imagens de santos e estandartes representativos do Divino. Os fiéis trazem os mais variados tipos de ex-votos que representam a graça alcançada ou pretendida: fitas, fotos, imagens, fios de cabelo, objetos de cera, velas, cartas etc. Os freqüentadores pertencem a todas as classes sociais e o movimento é constante, oscilando entre 10 e 50 visitas diárias. O dia de maior movimento é, sem dúvida, o dia de Pentecostes. Embora a sala do Divino seja um local de devoção da fé católica, não está vinculada à Igreja oficial. Não promove festejos específicos, como acontece em outras regiões do país, limitando-se a acompanhar as procissões realizadas pela Igreja matriz. A sala do Divino continua sob os cuidados de mulheres da mesma família que, de forma espontânea, se comprometem a dar continuidade a essa devoção. ( Fábio Holzmann Maia )

Referências Bibliográficas:
Jornal Diário dos Campos- edição 28 de janeiro de 1979, p. 06.
Relatos de Edi Chaves

 

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO - TCC

          CURSO DE TURISMO

          FACULDADES SANTA AMÉLIA – SECAL

         LIDIA HOFFMANN CHAVES

INTRODUÇÃO

 

         SIMBOLO DE DEVOÇAO:

Bandeira vermelha, com uma pomba branca no centro

         FATO QUE ORIGINOU A DEVOÇAO EM PONTA GROSSA:

Achado da Imagem   por Maria Julho Xavier, cura de sua enfermidade.

         LOCAL : margens de um rio, do município de Carambeí.

 

DEVOÇÃO AO DIVINO ESPIRITO SANTO

Faz parte das manifestações Religiosas populares no Brasil a partir do século XVI.

Influências Culturais com os rituais cristãos

Demonstrou:Força das devoções populares, e das atividades econômicas no seu entorno, aliadas à forte influência católica contribuíram para

que a CASA DO DIVINO se mantivesse aberta por 124 anos.

 

TRADIÇÃO:

Percebe-se que o imóvel além de preservar suas características históricas, preserva o altar com a imagem e a devoção, também um grande

acervo de objetos, fotos, manuscritos que fazem parte da cultura local, tornando-o de enorme valia a conservação do patrimônio como bem

tangível e intangível. Observou-se também uma antiga tradição, que a Casa do Divino foi passando de geração para geração, atualmente, na

sua quarta geração. Segundo Azzi (1978 p-25), o oratório nas casas constituía uma expressão bastante singela da devoção popular e

tradicional no Brasil, remontando aos primeiros tempos da época colonial.

 

ESTA CASA ABRIGA A IMAGEM DO DIVINO ESPIRITO SANTO ENCONTRADA POR NHÁ MARIA AS MARGENS DE UM RIO. DESDE 1882,  A CASA

É VISITADA PELO POVO, SE TORNANDO UM DOS MAIS IMPORTANTES PATRIMÔNIOS HISTÓRICO RELIGIOSO DA CIDADE DE PONTA GROSSA

 

         A CASA DO DIVINO ESTÁ LOCALIZADA NA RUA  SANTOS DUMONT – 524 - DUAS QUADRAS  ABAIXO DA CATEDRAL  .TELEFONE- (42)

3025-2667

         ABERTO AO PÚBLICO DE SEGUNDA À SEXTA DAS 10.00HS ÀS 17.00HS

         SÁBADO DAS 10.00 HS. ÁS 13.00HS.

 

DESENVOLVIMENTO:

A Casa do Divino tornou-se um local de oração, peregrinação e meditação, onde muitas pessoas vão à procura de curas milagres e soluções

para seus problemas. Os ex-votos depositam no altar as lembranças das graças recebidas,

           Esses ex-votos, como explica AZZI (1978)

         “são o testemunho público das graças alcançadas, e ao mesmo tempo das promessas cumpridas”.

 

Com o passar do tempo, a sala do Divino foi recebendo doações de quadros, imagens de santos e estandartes

 - Os fiéis trazem os mais variados tipos de ex-votos, que representa a graça alcançada ou pretendida:

- Fitas, fotos, imagens, fios de cabelo, objetos de cera,velas, cartas, etc.

- As pessoas que frequentam o local pertencem a todas as classes sociais,e o movimento é constante.

 - O dia de maior movimento é sem dúvida, o dia de Pentecostes. Comemorado com celebração eucarística, presidida pelo bispo,cortejo das

bandeiras e imagem, apresentações culturais e religiosas, barraquinhas. Introduzida no calendário  das festas populares mais importantes

do município, conhecida como Festa do Divino

 

         Para desenvolver o turismo religioso a Casa do Divino passou por:

         restauração e reestruturação, com a ampliação do espaço, com banheiros, sala de oferendas ou graças alcançadas, queimador

de velas, sala de oficina de música, espaço para venda de lembranças, e local do altar para orações.

 

          Para Andrade(1992, p.77).

“O conjunto de atividades com utilização parcial ou total de equipamentos e a realização de visitas a receptivos, que expressam sentimentos

místicos ou suscitam a fé, a esperança e a caridade aos crentes ou pessoas vinculadas a religiões denomina-se turismo religioso”.

 

         UM ATRATIVO TURÍSTICO RELIGIOSO:

 

A casa do Divino abriga um acervo de mais de 14.000 fotos, e aproximadamente 200 cartas datadas desde 1886, além de várias obras sacras.

         Todo esse acervo bem como a mantenedura da Casa sempre foi cuidado por uma mulher da família, e que atualmente encontra-se

na 4ª geração.

         Este patrimônio histórico religioso, infelizmente não recebe a devida importância que merece, e chegou a ser fechada por 3 anos

pela (Defesa Civil) por correr risco de desabamento. Foi reaberta para a Festa do Divino de 2007, depois de ser restaurada e reestruturada

 internamente.

 

         Segundo (Moletta 2002; pág. 36).

 

“A história é feita da soma de conhecimento de várias pessoas que a ela se dedicam, e acontecimentos históricos, possuem uma estreita

relação entre tendências espirituais e materiais dos homens. Um povo sem história não possui identidade, por isso os acontecimentos

passados das localidades são fatores bastante relevantes quando se trata de turismo religioso”.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

         Este trabalho visa divulgar a história da casa do Divino, valorizando sua função

         Colocá-la na rota do turismo religioso em nossa cidade, pois o mesmo é um fenômeno que está conquistando cada vez mais adeptos

do mundo inteiro.

         O fato de existir nos grandes centros urbanos uma alta competitividade, acaba fazendo com que as pessoas se tornem cada vez mais individualistas, deixando de lado as relações de amizade, sinceridade e amor ao próximo, gerando cada vez mais um grande

número de pessoas estressadas e perdendo o sentido da vida

 

         O culto às imagens e templos ganham sentido para o turista na medida em que ele consegue compreender o conteúdo mítico /

religioso numa interpretação racional da estética e do conjunto simbólico em questão.

         Para viabilizar economicamente o segmento do turismo religioso é necessário que haja uma adequação nas instalações para

acomodar os visitantes e treinamento de pessoas encarregadas de atender os turistas

 

         TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO - TCC

          CURSO DE TURISMO

          FACULDADES SANTA AMÉLIA – SECAL

         LIDIA HOFFMANN CHAVES

 

 

 

 

 

 

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