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Entre o Céu e a Terra(Dignificar, não diabolizar, eis o lema do Espírito)
"Entre o Céu e a Terra paira o Espírito do Senhor" Esta frase, vinda do Génesis, do Antigo Testamento, ou ainda dos princípios do Hebraísmo, referindo-se a Ruwha, predecessor do Espírito Santo Cristão, esclarece melhor do que qualquer outra do Catolicismo, o entendimento ancestral de uma ligação entre a Terra e o Céu, tal como é expresso pelo Culto do Espírito Santo, nos Açores. 1. Introdução Para aqueles que já tentaram descobrir a razão pela qual o Culto sempre causou tanta controvérsia, não só no seio da Igreja Católica, mas também nas sociedades onde se realiza, proponho esta reflexão: observar de que modos se posicionam as duas entidades em relação à Terra. A noção da existência, "Entre o Céu e a Terra", de um Espírito mediador, desempenhando o papel unificador de ligação entre esses dois planos, que parece ser a do Espírito Santo, na forma do Culto Açoriano, opõe-se à noção de separação e de hierarquização de níveis, defendida pelo Catolicismo. Sabemos que no passado, a Terra era entendida como obra do Criador. Marcas históricas de uma perspectiva da “Terra Santificada”, encontram-se no percurso da humanidade, desde os inícios da civilização, sendo referidas, por exemplo, por Mircea Eliade[1]. Vestígios arqueológicos e outros registos históricos referem este pensamento como dominante até determinada altura, na Civilização Ocidental. Com o surgir do racionalismo Grego, ele entra em gradual degenerescência, que se vai acentuando ao longo dos séculos, com os movimentos Renascentistas e Modernistas, até à posição actual. Presentemente, a visão económica da Terra é a de um “armazém de recursos”, que nos compete saber explorar. Este longo processo de mudança, do qual a Igreja Católica não esteve ausente, no plano religioso, é causador da ruptura ou clivagem de posições agora verificada. De um lado permanecem as religiões Orientais, que continuam a preservar a noção de sacralidade da Terra; do outro, as que a diabolizam, acreditando ser a Terra a fonte de todos os males espirituais. Para estes últimos, é no seio da Terra que se instala o inferno, é dela que saem os demónios. A natureza carnal, animal ou terrena do homem é considerada como obra do diabo, aparecendo de tal modo conspurcada que apenas é concedido o perdão e a correspondente salvação a este, caso concorde em rejeitar a Terra, abandonando os chamados prazeres terrenos ou carnais, em troca da possibilidade da sua salvação (ou alcance do Céu). A mudança de paradigma que se deu e a clivagem agora existente entre as sociedades Ocidentais e a Terra (Natureza), agudiza-se com o desenvolvimento de filosofias racionalistas, com o cartesianismo, a instalação do espírito científico, e ainda posteriormente, com a era industrial e o ideal do progresso económico. Embora as raízes desta espécie de movimento de rejeição da Terra já estivessem presentes no Antigo Testamento, quando ela é amaldiçoada, em conjunto com o homem, devido à noção de pecado original atribuído a este, dando-se então a queda da natureza ao poder do demónio, a ruptura com o anterior paradigma não acontece repentinamente, antes, vai-se instalando sub-repticiamente. A força da noção de Sagrado, no entanto, muito anterior e forte, permanece por milénios, sendo ainda possível encontrar vestígios na actualidade, nos conflitos internos e tensões subconscientes que perturbam as sociedades. A dicotomia criada, e a fricção que se estabelece entre a anterior concepção da Terra e a actual, embora não façam parte do consciente, são um fenómeno cuja abrangência domina toda a Civilização Ocidental. A degradação do paradigma anterior, necessária à instalação do ideal de progresso económico, através do qual o homem passa a dominar e explorar a Terra, sem limitações e para seu próprio benefício, não é um acto pacífico. A destruição e falta de respeito inerente às coisas sagradas, e à Terra como fonte e suporte de vida, é um sentimento que contamina posteriormente todas as formas de relacionamento. O próprio homem perde o respeito pelo seu semelhante, que também passa a ser olhado apenas como mais um recurso a explorar. O homem alienado da natureza, serve-se da ciência na sua pretensão de conhecimento, explicando o mundo e gradualmente ocupando o lugar de Deus. Este novo posicionamento reflecte-se em todos os domínios e actividades, não excluindo a religiosa, com as consequências que presentemente se apresentam como catastróficas.
Fora deste panorama actual, e de uma forma desconhecida, o Culto do Espírito Santo parece ter ultrapassado incólume os problemas falaciosos do pensamento contemporâneo, mantendo-se fiel à antiga posição do homem perante Deus e a sua Criação - a Terra. É nesta qualidade, de testemunho de uma concepção de intima ligação do Sagrado com a Terra, que se sugere uma análise ao Culto do Espírito Santo, através do seu aspecto mais visível: a linguagem simbólica e metafórica que utiliza. Devido a este posicionamento, embora camuflado sob a forma de uma aparente bonomia, o relacionamento do Culto com o restante mundo envolvente é causa de um constante embaraço, senão mesmo grave conflito. As suas performances, aonde quer que se realizem, apresentam os bens da Terra, tradicionalmente, pão, carne e vinho, mas outros conforme as disponibilidades, no papel de transmissores da sua mensagem. Ao proporem uma concepção da Terra como Sagrada, como um bem da Criação, intrinsecamente ligada ao Céu, como obra de Deus: Mãe/Irmã do Homem, apresentam este (o homem comum) igualmente dignificado, no papel de interlocutor directo da Divindade. Observado sob esta perspectiva, o comportamento dos praticantes do Culto deixa perceber que o Espírito Santo (entidade Divina) continua a funcionar como um traço de união entre a Terra e o Céu. Estas duas entidades são apresentadas como dois níveis, o material e o imaterial, de uma mesma natureza, uma vez que cabe à Terra a missão de albergar e reproduzir a vida - dádiva de Deus. Nos ritos do Culto, ambos têm a mesma origem e finalidade. Assim sendo, o Culto parece pretender apenas materializar a união do Céu com a Terra, do imaterial com o material, consagrando-o numa cerimónia pública. É nesta visão solidária do Mundo que assentam as suas práticas. Proponho que as observemos por esta óptica:
2. Os Alimentos como linguagem simbólica
2.1. O Sacrifício
Os produtos da Terra sempre fizeram parte do vocabulário humano no relacionamento com o Céu. Ofertas dirigidas ao Céu (sacrifícios) utilizavam inicialmente o bem mais precioso - o homem. O Rei ou algum seu substituto era a maior dádiva com que um grupo podia homenagear a Divindade. Posteriormente, este foi sendo substituído por representantes cada vez menos valiosos (em termos de valor estatutário), mas de elevada simbologia. É neste quadro que se entendem as Primícias, ou ofertas de cereais e outros frutos, os primeiros a serem colhidos em cada ano, e que os povos agrícolas Europeus sacrificavam (ofereciam) à Divindade, geralmente a Deusa Mãe, Demeter (Deusa da Terra), ou suas equivalentes locais, estabelecendo com ela uma espécie de contrato. Em representação da Terra, de quem tudo vinha, eram simbolicamente oferecidos/devolvidos à Deusa, como primeiros bens, para que ela permitisse ao homem a guarda dos restantes. A produção de cereais, resultando de longas experiências e de um aperfeiçoamento gradual de conhecimentos e técnicas, ao facilitarem a primeira grande revolução: a sedentarização do homem, assumem o estatuto de sagrados. Era um acto sagrado o rasgar da Terra e deposição da semente, assim como a recolha do seu produto. O vinho, outro dos alimentos incluídos no vocabulário simbólico dos rituais, para além de se enquadrar no mesmo contexto, tinha ainda outras funções. Dadas as suas propriedades alucinogénicas, cedo foi agregado a situações específicas dos rituais, como por exemplo, a propiciação de um estado de consciência alterada, considerado como primeira etapa para um contacto com o transcendente. O terceiro elemento deste conjunto, a carne, não sendo directamente um fruto da Terra, era no entanto considerado, graças à sua natureza mais complexa, como tendo a capacidade de incorporar a Divindade, transformando-se assim, por vezes, na própria Divindade: Dionísio, na forma do touro (bezerro do Espírito Santo). Este conjunto de alimentos forma o vocabulário preferencial dos Cultos e Religiões derivadas da Cristã. No caso do Culto do Espírito Santo, por serem consagrados pelo homem comum, promovem uma ligação directa entre o Céu e a Terra, não permitindo rupturas de diálogo nem intermediários entre os dois pólos. Os cereais, o vinho e a carne estão em concordância com esta posição, ao expressarem a produção da Terra aliada ao homem, enquanto entendida como fonte de vida e revelação do Sagrado. É na procura deste sentido que está orientada a presente reflexão.
2.2. A mitificação dos cereais
Na tradição europeia mais recuada, ainda presente em lendas e crenças de vários países (França, Alemanha, Bélgica, entre outros), acreditava-se que a reprodução dos cereais só se dava devido às cearas serem habitadas pelo Espírito da Vegetação. Quando o vento as fazia ondear, cria-se ser esse um sinal da passagem do Espírito. Na altura da colheita, deveria ter-se cuidado para não deixar escapar o Espírito, mantendo-o prisioneiro até à próxima sementeira. Essa operação implicava colher com grande cuidado as últimas espigas de cada ceara (nas quais o Espírito se refugiara) guardando-as até à altura da sementeira do próximo ano. Então era feito com elas um pão especial, partilhado entre amigos e vizinhos, que deveria reconduzir o Espírito às cearas recém semeadas. Nesta cerimónia eram efectuados rituais nos quais o pão, representando o Espírito da Vegetação (ou incorporando-o?), assumiria as funções de fertilizador das próximas sementeiras. A crença neste atributo do pão, aparentemente proveniente dos princípios da civilização Europeia, deixou profundas marcas no pensamento das diferentes épocas, resistindo até aos nossos dias, e manifestando-se das mais variadas formas. Actualmente, podemos detectar esse pensamento ainda ligado ao Culto do Espírito Santo nos Açores, conforme investigação própria[2], a apresentar em síntese de seguida.
a) Os poderes sobrenaturais do pão No Culto do Espírito Santo, o pão confeccionado com a finalidade de servir de símbolo do Sagrado, em alguns dos ritos que compõem a Festa de uma semana, é tido ‘oficialmente’ como imbuído de poderes especiais. A ele são atribuídos ‘milagres’ ou acontecimentos inexplicáveis, à luz da ciência. Esta crença tem por base pressupostos que se baseiam em propriedades especiais que lhe são atribuídas:
- Tem o poder de acalmar tempestades. - A sua durabilidade é infinita. - As sopas do Espírito Santo, feitas com este pão, são sempre mais saborosas do que as feitas fora deste tempo. - Não deve ser dado aos animais, nem deitado fora.
c) Variedades de Pão do Espírito SantoNas práticas constantes do Culto do Espírito Santo, são confeccionados, na tradição da Ilha Terceira, (embora seja comum, em muitos aspectos, às outras Ilhas) pelo menos sete tipos diferentes de pão. - Rosquilhas - Brindeiras - Merendeiras - Pão de tranca - Folares - Pão de água - Pão de leite
Cada uma destas especialidades é utilizada de modo diferente, em conformidade com o que delas é esperado. Nestas circunstâncias, o pão parece manter, no imaginário a ele ligado, as propriedades que o classificam como objecto sagrado.
2.3. A mitificação do vinho O vinho deve ser bebido em abundância (embora sem a intenção de provocar a intoxicação), em conformidade com a tradição Dionisíaca mais recuada, dos rituais místicos Gregos. O mesmo hábito se encontra nos rituais do Espírito Santo, nos Açores, onde ofertas de vinho devem sempre acompanhar o pão e outros alimentos rituais, como a carne, mesmo sabendo da crispação e ambiguidade que se gera. Aparentemente, os participantes dos rituais do Espírito Santo reportam-se à tradição Grega mais recuada, que se situa no século VII AC e mesmo antes. Nessa altura, e seguindo a mitologia Grega, Dionísio (Baco- Romano), o deus do vinho, era também cultuado como deus da vegetação, das árvores e frutos, acreditando-se que morria em cada Inverno, ressuscitando na Primavera.Pela semelhança simbólica entre estas celebrações e as de Deméter, a deusa das cearas, os dois cultos acabaram por unir-se, nas grandes cerimónias Gregas designadas como ‘Mistérios de Eleusis’. Nestes existe a referência mais recuada à noção de imortalidade, acessível ao homem.A ligação de Dionísio, deus do vinho, a Demeter, deusa dos cereais, na mitologia Grega, é uma união que se manifesta também nas mitologias de outras civilizações, como as Asiáticas (Síria, Frígia), ou a Egípcia, com Isis e Osíris, mais conhecidos como paradigmas do deus Sol, mas aparecendo também em alternativa, como deuses da Vegetação.Este passado comum dá a entender o grau de preocupação com o renascimento da vegetação, que permaneceria como pano de fundo destas mitologias, das quais o Culto do Espírito Santo conserva a forma.O comportamento destes símbolos nos rituais dos Açores, apresenta-se com semelhanças muito evidentes, não só individualmente (de um lado a exuberância da manifestação do pão, do outro a persistência da utilização do vinho, mesmo contra o senso comum), mas também devido à sua junção num mesmo grupo simbólico, de linguagem ritual: “o pão e o vinho”.A ritualização do vinho, no Culto Açoriano, obedece a cerimoniais precisos, que embora distintos de Ilha para Ilha, guardam sempre um local de destaque, expresso num dia (o quinto, tal como em Eleusis, dos sete de que consta a Festa) destinado em sua honra. Neste dia, os ritos a realçar são:- A chegada do vinho, vindo do vinhateiro, anunciada com foguetões.- O transporte do vinho, feito em carros decorados especificamente para esse fim: os carros das faias.- Os “carros do vinho” devem fazer um ruído especial, proveniente do chiar exagerado das rodas, de modo a serem reconhecidos ou anunciados por esse processo.- O seu transporte obedece ao ritual e coreografia do cortejo.- Esse cortejo percorre um itinerário que permite a distribuição do vinho por determinadas casas.Por este conjunto de ritos percebe-se que o estatuto de “sagrado”, em relação ao vinho, continua implícito no contexto do Culto.
2.4. A mitificação da carne A carne é proveniente do ’Bezerro do Espírito Santo’, animal cultual por excelência neste contexto, e de tradicional ligação ao sagrado, muito anterior às religiões actuais, mas também na religião Hebraica pré-rabínica, assim como na Cristã inicial, da qual foi sendo sistematicamente eliminado. No Culto, inúmeras estórias de ‘milagres’, nas quais o ‘Bezerro’ desempenha um papel ambíguo[3], acompanham e perpetuam esta tradição, deixando interrogações por esclarecer. No entanto, parece prevalecer no entendimento destes rituais, a ligação anterior a qualquer destas religiões, e à qual ambas se opuseram. A figuração da mais alta Divindade através do touro é referida quer por Mannhdart, quer por Frazer, como própria das raízes mitológicas Europeias, com a encarnação do ‘Espírito da Vegetação’[4] e rituais ditos ‘pagãos’. Posteriormente, na Península Ibérica (Portugal e Espanha) o estatuto implícito do boi (Bezerro, Touro, Vaca, etc.), define-se pela magia do mundo vegetal, ligado à terra, onde domina pelo seu conhecido poder genésico. Antigamente era visto como um animal poderoso, cuja potência sexual podia ser transmissível ao homem e ao mundo vegetal através de actos de magia. Para a efectuação da transmissão de energia genésica, as teorias divergem quanto ao papel, essencial ou não, da luta ou do derramamento de sangue. A documentação existente sugere que o contacto do homem com o touro (num rito que se transformou em jogo), garantiria a transmissão de potência sexual ao homem, enquanto que a crença que exige a morte do touro, ou pelo menos o derramamento do seu sangue, para a libertação da energia genésica (transmissível a quem estivesse na proximidade) seria uma combinação de outras crenças baseadas no entendimento de que o sangue do touro teria propriedades purificadoras e regeneradoras do reino vegetal[5]. Dos três elementos principais do vocabulário simbólico alimentar, no Culto do Espírito Santo nos Açores, a carne (fornecida pelo ‘Bezerro do Espírito Santo’) é o que parece manter maiores ligações com estes possíveis sentidos de origem. Com efeito, embora a morte sacramental de um animal, a sua distribuição e manducação sejam, em geral, indicadores do entendimento de que o animal é tido como sagrado, neste caso especial, esse entendimento é reforçado por uma forte manifestação de ‘milagres’, ou estórias de acontecimentos inexplicáveis, nas quais o bezerro é protagonista principal, e que fazem parte do espólio oral, tradicional, do Culto. Considerando o valor informativo destas estórias, no desvendar da crença que acompanha a relação com este animal, e no modo como é entendido o papel desempenhado pelo ‘Bezerro do Espírito Santo’ na performance do Culto, uma sua consulta é essencial para a compreensão dos sentidos que lhe estão apensos[6]. A noção de ‘sagrado’, atribuída ao boi, como animal cultual preferencial em várias religiões, é reflectida nestas estórias de modo bastante claro, parecendo que a memória desse entendimento consegue encontrar eco nas práticas actuais. Pela natureza e número das estórias que acompanham o quotidiano do Culto, podemo-nos aperceber do aflorar dessa consciência mítica, que envolve todo o passado do relacionamento do homem com este animal. A preservação desta consciência é um dos factores que fazem do Culto do Espírito Santo, onde quer que se realize, uma espécie de ‘museu vivo’, uma vez que se alimenta de uma constante sondagem individual às memórias e costumes em prática, não se apoiando apenas no que é tido como ‘ortodoxo’ dentro do Culto. A hierarquia católica, porém, tem historicamente movido esforços para extinguir estas manifestações, especialmente no que diz respeito às contradições mais evidentes com os princípios católicos do culto, embora sem sucesso no Arquipélago dos Açores[7].
3. Conclusão A sacralidade da Terra é actualmente repensada por cientistas e filósofos como uma analogia a uma realidade que cada vez se torna mais importante. A Terra vista como um mega organismo, onde a vida caminha para níveis de complexidade e inteligência cada vez mais elevados, estará de facto ligada ao Céu (Espírito), sendo embora Universo/matéria. Neste contexto, e para além da dimensão religiosa da sua missão, o Culto do Espírito Santo funciona como guarda de um bem patrimonial, como conservador de uma filosofia que se tornou rara na Civilização Ocidental, mas cuja reposição em breve será considerada indispensável (pelos ensinamentos ecológicos que contem), na conversão de mentalidades e atitudes necessárias à sobrevivência da espécie humana no Planeta Terra. A metáfora utilizada pelo Culto do Espírito Santo, mais não faz que expressar esta união. A leitura dos seus ritos através deste prisma é portadora de um enriquecimento para a sociedade. Antonieta Costa 27 de Abril de 2005 (Ponta Delgada, III Encontro de Cultura Popular, Universidade dos Açores e Câmara Municipal de Ponta Delgada))
4. Bibliografia Álvarez de Miranda, "Ritos y Juegos del Toro" , Madrid, 1962/1998 Antonieta Costa, O Poder e as Irmandades do Espírito Santo, Edição Rei dos Livros, Lisboa, 1999. James Frazer, The Golden Bough, a study in magic and religion, Library of Congress, Oxford, Great Britain, 1890/1994 Mircea Eliade, Tratado de História das Religiões, Edição Cosmos, 1970/1977 Wilhem Mannhardt, Mythologische Forschungen aus dem Nachlass, Quellen und Forschungen zur Sprach- und Kulturgeschichte der germanischen Völker, Strassburg 1884, vol 51 “Germanische Mythen”, Berlin 1858
[1] Mircea Eliade, Tratado de História das Religiões, Edição Cosmos, 1970/1977 [2] Costa, A., O Poder e as Irmandades do Espírito Santo, Ed.Rei dos Livros, Lisboa, 1999. [3] No qual é difícil discernir o seu real estatuto: se de intermediário da Divindade, se de incorporação da Divindade. [4] Frazer, J. G., The Golden Bough, a study in magic and religion, Library of Congress, Oxford, Great Britain, 1890/1994 Mannhardt, Wilhem, Mythologische Forschungen aus dem Nachlass, Quellen und Forschungen zur Sprach- und Kulturgeschichte der germanischen Völker, Strassburg 1884, vol 51 “Germanische Mythen”, Berlin 1858
[5] "Ritos y Juegos del Toro"[5](1962/1998), de Álvarez de Miranda, Catedrático de História das Religiões na Universidade de Madrid até 1957. [6] Está em preparação a sua edição, mas pode ser consultado em http://etnografia.paginas.sapo.pt/EstoriaBezerros.htm [7] Um disposição legal (2000) da Comunidade Europeia, no quadro da higiene alimentar, no entanto, conseguiu impedir a morte ritual do bezerro, contra a qual vários Decretos Episcopais nada tinham conseguido.
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